Noite fria já com o Neni prometendo algumas idéias bacanas pra quando chegar o invernão, a saída de casa deu-se pelo prazer de matar saudade de um sabor colonial que há muito não experimentava: torresmo prensado.

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Ta-dá!

A iguaria foi anunciada como a especialidade da Quarta Gastronômica que a Licoreria, pseudo-botequim aqui de Jaraguá do Sul, iria servir. Incrementando apresentação, viria acompanhada ainda de alguns outros frios pra harmonizarem com a cerva – já experimentaram Serramalte? Gosto puxa bem para o torrado e é mediana na interferência do álcool, vale arriscar.

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A tábua completinha, com os bloquinhos menores rodeando. Aquilo alí não é sorvete, é como o molho tártaro foi servido

Falando do torresmo prensado: é diferente do “regular” obviamente no formato, e, agora surpreendam-se, na rigidez. O gosto não muda muuito, mas ele é molinho e bem saboroso. Sabe quando você encontra um naco de carne num torresmo (torresmo, não essas cascas que vendem por aí)? É mais ou menos aquela pontinha, porém vinda em bloco inteiro. Beira o utópico. Ele vai se desmontando conforme você come… Hoje experimentei regado a limãozinho, sugestão nova que aprovei 200%.

O torresmo prensado você encontra em blocão, que pelo açougueiro ou balconista é então cortado em cubos menores, conforme cliente desejar. Aqui em Jaraguá há um ritual dalgumas pessoas do centro, que pelo gosto deslocam-se lá pros lados do Rio Molha atrás da casa de carnes Tomelim, donde saem delícias defumadas e demais especiarias do gênero como essa do happy hour de hoje. Aqui pro Baixa até sugiro fazer uma romaria até lá, só pra registrar/degustar a variedade e compartilhar… Vambora fazer um turismo rural?

Ricardo Daniel Treis – correspondente Jaraguá do Sul, via blog Por Acaso, debutando aqui no Baixa com este post.

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