O curso do Arroz Tio João, feito no Angeloni, rendeu esta receita. Uma variação da aprendida no curso, em vez de abobrinha, cenoura.

Ingredientes: arroz, açafrão da terra em pó (para dar o amarelado) e cenoura. Tudo na mesma panela. Depois de pronto junta a azeitona e o queijo parmesão.

Vai bem num almoço de domingo, não?

E como as empresas fazem para ter bom conceito entre seus clientes? Eis uma fórmula muito interessante.

Cliente do supermercado Angeloni Blumenau, pertinho de casa, outro dia notei uma placa na área do cafezinho-free que estampava: “Cursos Cozinha Dôna Helena”. Averiguei a agenda e o próximo curso seria com o “Arroz Tio João”. Por que não? Pensei.

Me associei ao clube de fidelidade, comprei um ingresso – 1kg de arroz – e estava pronto às 19h. Ao subir a estreita escada ao lado do banheiro, me deparei com um enorme salão, cadeiras enfileiradas e um longo balcão de cozinha. O espelho no teto em ângulo de 45 graus – para ver o conteúdo dos recipientes e panelas no balcão – me lembrou o programa da Ana Maria Braga imediatamente.

Algumas senhoras muito falantes já estavam presentes, outras mais tímidas chegavam aos poucos, alguns homens, um casal e eu. Todos a espera das receitas do Arroz Tio João.

(mais…)

Fotografada na casa da colega de estudos Márcia e do maridão Jorge. Ela, norte-paranaense de Londrina, queridíssima, detentora do típico sotaque da terra natal. Ele, o real cozinheiro da morada, aquele que combina as coisas e depois ainda publica em seu blog de culinária. Déjà vu?

Tira-gostos à espera do prato principal, uma novidade para a minha pessoa. Galantina! Servida em cubinhos, com óleo de oliva e limão espremido por cima.

Pedí ajuda aos universitários para detalhar o petisco:

Galantina ou também galantine é uma iguaria típica da culinária da França e também da culinária de Portugal. É confeccionada com diversos tipos de carnes desossadas, cobertas por uma camada de geleia. As carnes mais utilizadas são as de suíno, bovino, frango e faisão. É normalmente consumida fria, após ter sido escalfada.

Pelo sabor ímpar, notei que se tratava de carne suína e bovina, num mix.

Onde achar foi fácil, a dica é a feira municipal de Blumenau, do lado da Proeb – “Entrando pelo corredor principal, no meio, à direita. Uma banca especializada em defumados, você vê de longe”, ajudou a anfitriã nos detalhes.

O Jorge ainda enriqueceu a história. Comentou que anualmente, na visita aos pais em Londrina, o carro vai abarrotado de Linguiça Blumenau, Galantina e outros defumados tantos – “Lá essa nossa linguiça é muito cara. Não dá pra comer com pão igual fazemos aqui. Mas com o carro cheio, chega na metade do caminho não dá pra aguentar o cheiro da linguiça”, completou.