Acho que de todas as idas aos botecos que o Baixa Gastronomia me proporcionou, de longe achei este o mais repleto de belezas naturais, e escondidas.
Amigo nosso de Guaramirim, Vinicius Maiochi, tem por hábito visitar clientes no interior do município. Por algumas vezes já pedi para ele nos levar aos botecos nos arredores de seu trabalho. O rapaz conhece tudo, já foi em todos é um conhecedor nato de toda a qualidade e diversidade que o interior nos oferece.
“Já que vocês pediram para conhecer o melhor, vou levá-los. Mas já vou avisando, é longe!”, disse ele para nós. Acreditamos e seguimos por 20km de estrada de terra, à beira do Rio Itapocú, com trechos em que o rio tinha até comido parte da estrada e, por fim, chegamos a uma residência. Estacionamos na frente da porta e já pelo canto da casa podíamos ver o rio passando nos fundos.

“Sejam bem vindos”, nos recebeu Sêo Dedé, que por de trás de um balcão comprido já demonstrou em seu rosto felicitações por rever o “Víni”. Pela janela de seu boteco, aquelas com cortinhas xadrez azul (do tempo da minha ôma), víamos um largo rio que detinha uma queda natural fazendo com turbulência uma extensa corredeira.
Não demorou muito e já estávamos nos sentindo em casa. Ganhamos de brinde até uma porção caseira de pepino em conserva.
O lugar também recebe o pessoal que gosta de pescar no rio, tem espaço para acampar, e de quebra lindas vistas do pôr-do-sol. Caso queira passar o dia, reserve com a esposa do Sêo Dedé para ela fazer o almoço.

Combinamos voltar, na próxima para provar o almoço e os tantos outros botecos que passamos à caminho deste.
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